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Gustavo Grossi: o novo Gerente Executivo da base do Internacional.

  • Foto do escritor: Daniel Nunes Munhoz
    Daniel Nunes Munhoz
  • 12 de mar. de 2021
  • 3 min de leitura

O Internacional realizou uma das contratações mais incríveis da temporada. Gustavo Grossi, ex-diretor esportivo do River Plate entre 2016 e 2021, assume o posto de gerente executivo da base do time gaúcho, e o Inter dá um passe gigantesco em meio ao futebol brasileiro.

Já era um pouco familiarizado com o trabalho de Grossi, mas após ouvir o podcast do Footure Podcasts: "Pitch Invader #187: O Projeto do River Plate" (o qual me baseei mais para falar do assunto), só reforçou a ótima decisão da diretoria Colorada, e, dado isso, vou apresentar um pouco sobre Grossi.

O projeto praticado pelo River nesse período, não necessita de questionamentos em relação à resultados. Em relação à títulos, foram 1 Libertadores, 2 Recopa Sul-Americanas, 3 Copas da Argentina, e 2 Supercopa Argentina.

Antes de falarmos sobre o projeto, é necessário destacar a função de um diretor esportivo, cargo que não temos no futebol brasileiro: o diretor esportivo é responsável pela supervisão e gerenciamento das áreas que compõem a instituição, de maneira a manter o foco no projeto esportivo, que é o objetivo do diretor.

Agora, falando do projeto em si, ele tem como objetivo colocar a maior quantidade de jogadores da base no time principal (50% é a meta), algo que sempre foi marcante no River nos últimos anos, a presença da base, mas, de uma maneira muito diferente da que é praticada pelo futebol brasileiro. Vamos por partes.

"A base é a pré-temporada do futebol", Gustavo Grossi.

A formação de jovens no River, têm como característica uma boa transição; de maneira que, desde os 15 anos, o atleta consiga acompanhar o dia a dia do clube, adquirir essa vivência, essa experiência; e uma transição lenta; onde esses jovens talentos devem se consolidar, antes de ingressarem ao time principal. Essa formação se concilia com o auxílio de jogadores veteranos, que acompanham os jovens. Essa mistura de jogadores mais novos/mais velhos, criam um ambiente harmônico, baseado no profissionalismo, e no mérito, onde, não há diferenciação na idade durante o jogo, quem está melhor, joga.

Ademais, os time principal, e os times da base, têm uma ideia de jogo clara, que é o jogo ofensivo, dar liberdade aos atletas diferenciados, extraindo o melhor deles, desfrutando de seus talentos, utilizando táticas gerais, como 4 defensores, onde, os 2 laterais são ofensivos, e 2 atacantes;

A busca por jovens talentos, se dá até mesmo em observar o futebol de rua, onde se encontram jogadores criativos, com boa técnica, e, o clube, fornece a educação necessária para o jovem, entendendo o contexto social que ele se encontra, conversando com ele e com sua família.

O River observa atletas jovens de outras ligas menores sul-americanas, suprindo as necessidades da base. Sobre jogadores que não rendem de prontidão, o clube os trata com paciência, lapidando esses talentos brutos, tal qual De La Cruz, meio campista do River Plate, que demorou à render no time.

Por fim, Grossi aborda também a importância da compreensão da torcida sobre o projeto esportivo a longo prazo, juntamente da noção do contexto que o time está inserido, onde, o clube, através da transparência, demonstrando resultados, atesta o seu projeto.

Gustavo Grossi, juntamente do novo técnico do Internacional. Miguel Ángel Ramírez, tem todo o potencial necessário para, com um projeto esportivo, elevar o patamar do time gaúcho, fazendo com que ele se destaque tanto no cenário nacional, quanto no continental.

Resta torcer, para que o imediatismo do futebol brasileiro não se aplique ao Inter, e que, o clube, juntamente com a torcida, compreendam e zelem pelo projeto ao longo prazo, que, caso se aplique, trará grandes recompensas.



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